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O Palmeiras fará diante do Ceará seu último jogo da temporada 2025, marcada por extensa reformulação no elenco, disputa por títulos e arrecadação recorde, impulsionada principalmente pela venda de atletas e pela participação no Mundial de Clubes.
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Com resultado esportivo aquém do esperado no último ano e o iminente fim de ciclo de algumas das principais lideranças, a diretoria entendeu ser o momento de rejuvenescer e aprofundar o elenco. Ao todo, 12 jogadores chegaram à Academia de Futebol ao custo de cerca de R$ 700 milhões.
Entre os nomes, estão o atacante Vitor Roque, contratação mais cara da história do clube; o goleiro Carlos Miguel, visto como oportunidade de mercado e responsável por assumir a titularidade no momento de maior pressão da equipe no ano; e Andreas Pereira, antigo sonho da diretoria.
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Ao passo que alguns jogadores chegaram ao Palmeiras e se transformaram em titulares incontestável, como o trio citado, outros enfrentaram problemas com lesões. São os casos de Paulinho e Lucas Evangelista.
A dupla passou por cirurgias no segundo semestre da temporada e retorna aos gramados apenas em 2026. O atacante, uma das principais aquisições em termos financeiros da história do clube, alternou momentos de destaque, como os gols anotados no Mundial, com problemas físicos, o que fez o camisa 10 terminar o ano com apenas uma partida como titular. Já o volante, contratado para substituir Richard Ríos, engatou sequência na equipe de Abel Ferreira, mas sofreu grave lesão muscular na coxa direita.
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Temporada sem títulos
Apesar de permanecer na corrida pelos títulos do Campeonato Paulista, Libertadores e Brasileirão, o Palmeiras terminará a temporada vice das três competições. Ainda no início do ano, viu o principal rival conquistar o estadual após derrota no Allianz Parque e empate sem gol na Neo Química Arena.
O Palmeiras via no Brasileirão sua principal chance de título no segundo semestre após abrir vantagem na liderança. A sequência de quatro jogos sem vitórias, com derrotas para Santos e Mirassol, fez com que desaperecesse a diferença para o Flamengo, que abriu quatro pontos de vantagem na 35ª rodada.
Em meio ao aumento da diferença e ao desgaste físico do grupo, Abel Ferreira optou por priorizar a competição continental e poupou a maioria dos titulares diante do Grêmio, no último compromisso antes da viagem para Lima. Em campo, derrota por 3 a 2, resultado que praticamente eliminou as chances de conquista do clube.
– Não adianta dizer, acho que devemos canalizar a nossa energia agora para aquilo que é o próximo sábado (final da Libertadores). Temos um jogo a meio de semana (contra o Grêmio), vamos prepará-lo da forma que acharmos que é melhor, mas acho que o campeonato está entregue – disse Abel, antes da decisão da Libertadores.
Após retornar ao Brasil, venceu seu compromisso diante do Atlético-MG, mas viu o rival carioca triunfar no Maracanã e encerrar a corrida pelo título.
Na Libertadores, chegou a mais uma decisão, a terceira desde que Abel Ferreira assumiu o comando técnico. No entanto, foi derrotado pelo Flamengo por 1 a 0, após noventa minutos sem uma finalização em direção ao gol de Rossi.
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Receita recorde, Mundial e venda de ativos
A venda de jogadores da equipe, como Estêvão, Vitor Reis e Richard Ríos, além da participação até as quartas de final do Mundial, quando foi eliminado pelo Chelsea, impulsionaram o faturamento do clube, que projeta chegar a até R$ 1,7 bilhão em arrecadação no ano – recorde histórico.
Ademais, o Palmeiras trocou de patrocinador master, encerrando uma década de parceria de empresas da presidente Leila Pereira com o clube, e fechou novos acordos para diferentes espaços do uniforme.
O último deles, com a Cimed, é avaliado em R$ 57 milhões, valor que pode aumentar significativamente em caso de venda de produtos atrelados à imagem do Palmeiras.
– Existe o valor de R$ 57 milhões, mas pode ultrapassar por muito. Existe o dinheiro e os royalties. Dependendo do volume de vendas dos produtos (atrelados ao Palmeiras)… não tem limite – explicou João Adibe, em entrevista exclusiva ao Lance!, ao detalhar a parceira.
Para 2026, o Palmeiras prevê arrecadação ainda maior com a venda de atletas, de acordo com o balanço aprovado pelo Conselho de Orientação Fiscal (COF). A expectativa é de entrada de R$ 399,6 milhões com saídas, o que representa 32% do orçamento total.
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